O desconhecido não é apavorante 

 Em autoconhecimento, entrevista, jornalismo, mudanças

Todos os semestres da minha faculdade são temáticos, com aulas e projetos voltados para um assunto. Desde agosto, tivemos a sorte de o assunto ser cultura e fomos acompanhados por um dos professores mais experientes nessa área. Depois de uma crítica construtiva, porém dura, dizendo que a sala não tinha a mínima noção de como escrever uma reportagem jornalística, o professor resolveu que estava na hora de colocar a mão na massa. A tarefa que ele nos passou foi fazer nosso trabalho de final do curso sobre qualquer coisa que estivesse no Centro de São Paulo. 

Como uma estudante comum, tive um pequeno surto de falta de ideias. Não tinha noção do que poderia escrever, nem me lembrava da última vez que tinha pisado no Centro. Então, como sempre, fui perguntar se meus pais tinham alguma ideia – eles têm tantas respostas na ponta da língua que entendo de onde veio a minha criatividade e, às vezes, penso que poderiam entrar para o ramo do jornalismo. 

Depois da criação de algumas pautas boas, resolvi que falaria sobre o Bar Brahma. Fundado em 1948, é um tradicional estabelecimento comercial localizado no centro da cidade de São Paulo, conhecido pelo seu famoso chope e pela música boa ao vivo.

A primeira coisa que fiz foi entrar em contato com o gerente do bar, para ver se ele e outro funcionário de longa data aceitavam fazer uma entrevista comigo. Superatenciosos e acessíveis, toparam a ideia. Dar esse passo não foi tão difícil quanto esperava, embora fosse uma das primeiras vezes que estava indo atrás de uma entrevista sozinha – normalmente, os trabalhos da faculdade são em grupo ou dupla. 

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Lá estava eu, com o meu gravador nas mãos, indo para o meio do Centro, a um bar que só conhecia por textos que havia lido. Cheguei lá por volta das 18h, e o estabelecimento estava tão lotado que mal conseguia ficar parada em um lugar só, pois a minha mala, nas costas, atrapalhava outros clientes. Fiquei uns 10 minutos observando o ambiente. Era incrível como as pessoas estavam felizes, dançando ao som do samba ao vivo. Tinham idades variadas. Lá encontrei jovens da minha idade, adultos e crianças. 

Já estava ciente de que a história do bar era fascinante. O Bar Brahma de antigamente tinha um ar mais refinado, onde grandes nomes da política e dos negócios jantavam, com seus paletós e vestidos longos. Com a mudança da cultura paulistana, o bar também foi se moldando e virou mais familiar e casual. Mas, na verdade, o que me chamou mais a atenção foi o poder que o estabelecimento tem sobre o Centro.

O centro de São Paulo pode ter ficado mais perigoso e desvalorizado nos últimos anos, mas o que faz com que as pessoas continuem frequentando o local são os estabelecimentos que lutam para mantê-lo vivo. Nessa hora, percebi o quanto estava perdendo da cultura da minha cidade ao não frequentar bairros diferentes, e lembrei do primeiro feedback que a Marcela e a Ariane me deram – eu precisava sair mais da minha zona de conforto e ver o mundo. 

It is supplied in a carton containing 5 or 20 vials. The transformation parameters were then applied to the corresponding attenuated-corrected frames. Carefully follow your doctor’s directions http://www.farmaciasonline.org/. J Hepatobiliary Pancreat Surg 2007; 14(1): 59–67 Miyashita N, Matsushima T, Oka M.

Demorei quase um ano para entender o significado daquele feedback. Mas agora que entendi na prática o que isso significa, vi o quanto estava perdendo mantendo os olhos fechados, devido ao medo do desconhecido.

Embora tenha percebido que o jornalismo cada vez mais vai abrir portas para o novo, pretendo botar em prática por conta própria. A sensação do inédito foi boa, o frio na barriga por arriscar não foi apavorante e vejo como explorar pode trazer benefícios para o meu desenvolvimento pessoal, que consequentemente adiciona pontos positivos no trabalho e na faculdade. 

 

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Mostrando 2 comentários
  • Adriano Galati
    Responder

    Sensacional. Direto e objetivo.
    Referente a experiência, nada como a prática para o crescimento profissional.

  • Cibele
    Responder

    Bru, adorei!
    O bar Brahama é um dos lugares de que sempre gostei muito!!
    Continua !!! Bjs.

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