Você já se divertiu hoje?

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Logo que entrei no Atelier, meu primeiro emprego formal, tudo soava como novidade. Havia muito aprendizado, mas também inseguranças. Uma das perguntas que eu me fazia era: será que sendo quem sou conseguirei me tornar uma profissional séria?

Por muito tempo, me perguntei isso enquanto observava a postura das colegas e colaboradoras do Atelier, meio diferente do que eu esperava. Felizmente, isso sempre me surpreendeu positivamente. Ninguém aqui se parecia com aquelas jornalistas sérias dos filmes, que aguardavam a diversão reservada para o fim do expediente e estavam sempre correndo até o táxi com o copo de café na mão – ok, a última parte até acontece com uma certa frequência. Mas o estresse e o mau humor não são itens frequentes no nosso cotidiano. Ufa, que alívio.

Hoje, oito meses depois, me tornei uma profissional – ainda que sem o café e dificilmente no táxi –, sabendo que isso não me impede de ter uma rotina leve e prazerosa de quem gosta e sabe o que faz. Trabalho em um ambiente que intensifica qualidades naturais, como bom humor, leveza e energia positiva, em vez de esgotá-las a ponto de só aparecerem nos fins de semana, e olhe lá.

Sim, consegui me tornar uma profissional, porque aprendi com as pessoas que convivo que ser comprometida e responsável não significa necessariamente ser séria o tempo todo. A verdade é que não dá para viver sem compromissos e sem cumprir as tarefas que comandam o nosso dia a dia, mas é tão mais fácil quando se tem um ambiente de liberdade  para sermos o que realmente somos e espalhar a leveza que trazemos conosco. 

Outro dia, vivemos um episódio que ilustra muito bem o que digo. Após uma reunião com todas as integrantes no escritório do Atelier, Ariane e Marcela saíram para compromissos, nos deixando sozinhas. 

Durante um momento de descontração, enquanto contava muito empolgada sobre as brincadeiras que fazia na internet com o novo filtro do cachorro do Instagram, a ideia foi imediata e, incrivelmente, todas pensaram o mesmo. 

“E se brincássemos com as chefes?” 

Foi assim que começou o maior trabalho em equipe realizado desde que integrei o time. Montamos várias fotos com o filtro do cachorro em diversos ambientes do escritório e disparamos no grupo.

 A ideia era divertir a nossa sexta-feira, após uma semana corrida, e funcionou. Ariane riu, mas se desesperou logo em seguida com medo do “pulguento” se esfregando no sofá do escritório. Ela ligou já nervosa e, rindo, contamos sobre a brincadeira.

Minutos depois, a Marcela também apareceu e se divertiu. Como esperávamos, ela já sabia do filtro do Instagram e da brincadeira da montagem, mas nos parabenizou pela “sacada”. Nas horas seguintes o fato ainda rendeu inúmeras lembranças de diversão para todas.

Ao fim do dia, o episódio e a descontração ajudaram imensamente na produtividade, afinal, a liberdade e a diversão estimulam um trabalho de sucesso e somos prova disso. 

Tenho consciência de que a realidade do mercado de trabalho se assemelha muito mais aos filmes que citei acima do que ao que vivo no Atelier. Costumo dizer que até pode ter sido sorte, mas prefiro acreditar que pessoas leves e divertidas atraem semelhantes e, por isso, chegamos a esse time atual.

Sim, o trabalho pode e deve ser divertido, cheio de pessoas alegres e, ainda assim, produtivas e bem-sucedidas. Se há algo que aprendi nesses oito meses de estágio é: cultive a leveza no trabalho e divirta-se sempre!

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